terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Revista SUNSHINE Verão 2010


Confiram a nova edição da Revista SUNSHINE Verão 2010!
Com o poema: A Carta, de minha autoria.

http://www.revistasunshine.com.br

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Para sempre

Vamos cobrir nossas faces nos lençóis brancos
Rir e rolar na cama que nos cerca
Lembrar da alucinante noite passada
Em que dormimos dentro de nós.

Falas de amor juradas, carinhos trocados
Somos feitos de carne e sentimentos
Nos embriagamos com beijos e abraços
E acordamos ao raio de Sol na vidraça da janela.

As roupas amassadas recolhidas do chão
Cabelos despenteados e olhos úmidos
Seguimos cada qual com o seu caminho
Diferentes rumos de vida e sentidos.

Não temos um ao outro na realidade
Vivemos de sonhos perdidos
Nos alimentamos de algo inexistente
Mas nos amamos, e isso será para sempre.

Nayara K.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Me perdi em você - uma pequena música

Eu já me perdi em você,
e hoje me perco em mim por não te ter.
Eu já me perdi em você,
e hoje tenho que te esquecer.


Esperava mais de tudo que já vimos
Tinha sonhos de amor e de carinho
Momentos que só nós podíamos fazer
Hoje te vejo e tenho que esquecer.
Ela te conquistou novamente
Enquanto eu dormia tranquilamente
Eu te enfeiticei, mas eu nao te tenho
Minha paixão doentia que não alimento

Eu já me perdi em você,
e hoje me perco em mim por não te ter.
Eu já me perdi em você,
e hoje tenho que te esquecer.

Os dias já se passaram em vão
Ouço tua voz dizendo sempre não
Amor que existe em contos de fada
Será sempre eu e um branco, um nada.
Meu canto é imaginário
Meu mundo é um vigário
Seria muito bom a realidade da vida, sim
Sem você pra me deixar mal assim.

Eu já me perdi em você,
e hoje me perco em mim por não te ter.
Eu já me perdi em você,
e hoje tenho que te esquecer.



Composição por: Nayara K.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Você


Estão ouvindo? Tem sussurros por toda a parte.
ESCUTEM! Não é mais um devaneio tolo.
É verdade, estão me assombrando
Os fantasmas que não pude salvar da agonia.
Moscas voam sobre minha cabeça suja
Tenho mãos borradas de sangue
Minha pele sai por causa da lepra
Grito tão forte ue me arranha a garganta.
AH, me salvem do buraco negro
Minha alma aprisionada no próprio corpo
É o rio das perdições que me engole
Subindo pelas minhas narinas sua água fétida.
SOCORRO! Alguém me ouve no mundo dos lamentos?
Não. É tudo escuridão cobrindo escuridão.
E meu último desejo:
Deixem-me por aqui sem você.
Nayara K.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009


Inebriada pelo seu cheiro doce
Vendo as carícias se dissiparem aos poucos
Somos feitos de carne, sofremos como loucos
E nos entregamos os corpos, ao que quer que fosse.

Mas o Amor entre nós é utopia
Lençóis que nos cobrem são finos
Irão rasgar com nossos doentios mimos
E nos farão mostrar nossa alma fria.

Óh, dsculpe-me por me entregar com tamanha dedicação
Talvez não vale o que faço
Mas cada vez que vejo no seu rosto o traço
Que marca nosso amor, nossa fascinação.

Nayara K.
(Lady Byron)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Não recíproco.


Ela acordou daquela manhã fria e nebulosa. Arrancou os cobertores grosses que cheiravam a pele, passou a mão nos cabelos embaraçados e oleosos. Desejou, desesperadamente, ter dormido com ele. Mas, ao se virar de lado, outro repousava em sua cama, e ainda dormente, procurava o corpo quente dela. Ela o observou durante alguns minutos. Sentiu repugnância, nojo e ância de si mesmo. Levantou da cama, cobrindo os seios com os braços e andando torta.
Se calcinha branca, passou pela janela da cozinha e pela sala de estar. Bebeu um copo de água, trêmula, e de pés descalços. Ele ainda não havia acordado. Não se preocupava, melhor assim, pelo menos curtiria seu momento sozinha.
Pensou nele. Naquele outro alguém que ela tanto anciava, que ela tanto desejava. Porém, tinha a certeza que jamais andariam de mãos dadas na multidão, ou iriam rir juntos sentados em um bar numa noite de sábado. Utopia. Ele não viria para ela. Ele apenas brincava, e se saciava, depois partia. Estava na hora de esquecê-lo. De aprender a amar o outro, que dormia com ela todas as noites. Não aguentou. Chorou enlouquecidamente e silenciosamente. Chorou até suas pernas não aguentarem, e ela se ajoelhasse no piso frio da cozinha e soluçasse, pedindo um socorro inexistente.
Ele acordou, ouvindo o lamúrio da amada. Ajoelhou-se perto dela, e a abraçou. Não entendendo nada do que se passava. Mas ela, não correspondia seu abraço. Ela o deixou esperando a retribuição de carinho, e ele esperava paciente por ela e por seu amor.
Não suportando a fadiga, ela levantou-se. Foi ao quarto, arrumou suas coisas, e com um vestido de cetim barato, vestiu-se. "Adeus", ela disse á ele, e partiu para algum lugar bem longe de seus pensamentos. Ele, até tentou impedí-la, mas sentiu-se inútil. Sabia que algo a atormentava, e, pelo amor que sentia por ela, mesmo não sendo correspondido, a deixou ir. Ele apenas desejava a felicidade da amada, mesmo nos braços de outro homem. Mesmo que a felicidade dela fosse passar a eternidade chorando por alguém que ela nunca teria.


Nayara K.

domingo, 29 de novembro de 2009

O Único


Tenho a sensação de que fomos descobertos,
Nossos desejos quentes e mais internos,
Da qual prometemos não mais revelar
Vão despedaçando, lentamente, e nos fazem amar.
A noção de tempo e espaço evaporam
Em seus braços eu me deito e me sinto realizada
Não necessito de palavras, seus beijos me consomem
Somos um quando juntos, e quatro quando separados.
Quero que ouça-me com atenção
Você e eu somos guiados pela sedução,
Mesmo que uma barreira cresce no meio de nós
Procurar-te irei, pois és o único, como sou tua única.
Prometemos um ao outro juras de amor
Em seu lençol me deito e gozo das noites mornas
Não desistirei de você,
e nem tu dos meus beijos.
Nayara K.