terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Renegação


Sentindo o cheiro da decomposição dos meus sentimentos
Foi tão forte, e foi tão arrebatador
Todos os dias que esperava por ti, uma resposta concreta,
hoje sei que me resta apenas a dor.

Não se importe com as palavras ditas, elas são de vidro
Logo se quebram, e vão embora
Assim como você, assim como nós.
Amores de uma menina que seu ego não explora.

Desejava-me tanto, meu aroma e meus espinhos
Acariciava-me a face, mãos feitas de gilete cortante,
e não havia sofrimento nisso tudo
era a ti que me entregava, eterno amante.

A única certeza que tenho disso tudo
Sozinha permanecerei a escuridão que eu mesma criei
Forjei caminhos utópicos que levavam a ti
Mas nenhum tem fim, por amor chorei.

Nayara K.
(Lady Byron)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Música de amor


Dentro dessa rede nos encontramos
Ouço silêncio dos gritos da multidão
Chama-me pelo nome, segure minha mão
Hoje não estaremos mais abandonados.

Unidos pela melodia inebriante
A música que nos entrelaça em um sorriso
Dependentes de uma harmonia
Somos um acorde perfeito dentro da dissonância.

Nos entregamos um ao outro em cima das partituras
Beijos sedentos que molham os lábios cantores
Façanhas que apenas nós cometemos
Meu corpo será teu instrumento.

Abrace-me dentro de seus braços fortes
Dedos calejados das suas cordas amigas
Frágeis mãos que apertam as teclas
Se entrelaçam juntas em uma música concreta.

Nayara K.
(Lady Byron)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Revista SUNSHINE Verão 2010


Confiram a nova edição da Revista SUNSHINE Verão 2010!
Com o poema: A Carta, de minha autoria.

http://www.revistasunshine.com.br

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Para sempre

Vamos cobrir nossas faces nos lençóis brancos
Rir e rolar na cama que nos cerca
Lembrar da alucinante noite passada
Em que dormimos dentro de nós.

Falas de amor juradas, carinhos trocados
Somos feitos de carne e sentimentos
Nos embriagamos com beijos e abraços
E acordamos ao raio de Sol na vidraça da janela.

As roupas amassadas recolhidas do chão
Cabelos despenteados e olhos úmidos
Seguimos cada qual com o seu caminho
Diferentes rumos de vida e sentidos.

Não temos um ao outro na realidade
Vivemos de sonhos perdidos
Nos alimentamos de algo inexistente
Mas nos amamos, e isso será para sempre.

Nayara K.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Me perdi em você - uma pequena música

Eu já me perdi em você,
e hoje me perco em mim por não te ter.
Eu já me perdi em você,
e hoje tenho que te esquecer.


Esperava mais de tudo que já vimos
Tinha sonhos de amor e de carinho
Momentos que só nós podíamos fazer
Hoje te vejo e tenho que esquecer.
Ela te conquistou novamente
Enquanto eu dormia tranquilamente
Eu te enfeiticei, mas eu nao te tenho
Minha paixão doentia que não alimento

Eu já me perdi em você,
e hoje me perco em mim por não te ter.
Eu já me perdi em você,
e hoje tenho que te esquecer.

Os dias já se passaram em vão
Ouço tua voz dizendo sempre não
Amor que existe em contos de fada
Será sempre eu e um branco, um nada.
Meu canto é imaginário
Meu mundo é um vigário
Seria muito bom a realidade da vida, sim
Sem você pra me deixar mal assim.

Eu já me perdi em você,
e hoje me perco em mim por não te ter.
Eu já me perdi em você,
e hoje tenho que te esquecer.



Composição por: Nayara K.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Você


Estão ouvindo? Tem sussurros por toda a parte.
ESCUTEM! Não é mais um devaneio tolo.
É verdade, estão me assombrando
Os fantasmas que não pude salvar da agonia.
Moscas voam sobre minha cabeça suja
Tenho mãos borradas de sangue
Minha pele sai por causa da lepra
Grito tão forte ue me arranha a garganta.
AH, me salvem do buraco negro
Minha alma aprisionada no próprio corpo
É o rio das perdições que me engole
Subindo pelas minhas narinas sua água fétida.
SOCORRO! Alguém me ouve no mundo dos lamentos?
Não. É tudo escuridão cobrindo escuridão.
E meu último desejo:
Deixem-me por aqui sem você.
Nayara K.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009


Inebriada pelo seu cheiro doce
Vendo as carícias se dissiparem aos poucos
Somos feitos de carne, sofremos como loucos
E nos entregamos os corpos, ao que quer que fosse.

Mas o Amor entre nós é utopia
Lençóis que nos cobrem são finos
Irão rasgar com nossos doentios mimos
E nos farão mostrar nossa alma fria.

Óh, dsculpe-me por me entregar com tamanha dedicação
Talvez não vale o que faço
Mas cada vez que vejo no seu rosto o traço
Que marca nosso amor, nossa fascinação.

Nayara K.
(Lady Byron)