quarta-feira, 14 de abril de 2010

Desabafo a Música


Dedos finos tão pesados ao suave toque
Não demoras a apreciar-me a alma,
Seguindo a única verdade concreta:
O amor singular pelas notas brancas e pretas.

É o meio, é a maresia,
é o modo como acalma, delira, fantasia
Música pautada de notas grossas e finas
O teu abraço de sons é quente como o calor humano.

E o que seria dessa vida se não existisse?
Óh, Música doce e agressiva
Tem um dom incomparável
Nem sereias venceram-te no canto.

É contigo que me desabafo e escorro o pranto
Somente uma felicidade composta de tons
Uma tristeza em modo menor,
Tu és, e sempre será, minha companheira maior.

Nayara K.
(Lady Byron)



- Sendo professora de piano e estudante de música clássica/popular, vejo o quanto sou feliz por trabalhar com algo que realmente amo. Não existirá amor tão puro quanto ao da Música a qual me dedico.
Poema dedicado á: Especialmente a você, Mãe, que e passou o dom da musicalidade sendo minha professora de piano desde meus dois anos de idade. Muito obrigada a esse bem que me fez.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Together Again


Sem a pressa de remediar o que já foi lastimável
Foram tantos os passados que me assombraram
E nada temo mais, nem mesmo os anjos negros,
E choro lágrimas escarlates que borram o rosto.

É o mesmo som de piano que vem me inebriar,
É o mesmo grito sem voz que reverbera meus ouvidos.
Nunca pensei em sentir tão forte a vontade de te abraçar.
E um dia, estaremos juntos novamente.

Sento sobre o leito de mármore em que repousas
Tão gelado como tua pela alva,
Música exagerada de violinos estridentes,
Mas espere por mim, meu amor, é apenas um sonho.

Logo deitarei sobre teu colo,
Rezo para que isso não demore e não me corrompa,
A espera de ter ter comigo para sempre
Em um universo de espíritos, tão infinito.

Nayara K.
(Lady Byron)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sorrir de amor



Estou tão bem ao seu lado
Aliviada por te ter nas mãos
Te abraça, beijar os doces lábios
E não se preocupar com o tempo que passa
despercebido enquanto estamos juntos.

Demorou pra perceber
Que tudo o que queria era você
Hoje somos um em dois
Ah, seus dedos gelados
Como é bom poder esquentá-los.

Sussurrar em seu ouvido
Talvez esperar o amanhã ao seu lado
Dizer palavras doces ao te ver
Te tocar com carícias de nós dois
Ah, sim, esse é meu Amor.

Nayara K.

terça-feira, 2 de março de 2010

Apelo Amargo

Tudo em volta parece saltitar
Coberta por amigos e na verdade, afogada pela solidão.
Os mais próximos não são verdadeiros
E os calados acabam dizendo mais.
Filhos do Sal, cobertos de lama
Óh, tão doce era a crueldade humana no paleolítico.
Quimeras comendo a carne do seu coração
Cheiro de estrume que amarga as narinas.
Óh, tão cruel é a doçura das mulheres.

Vejo, agora, lançado ao mar todos meus sentimentos
E no seu peito nu não mais irei me deitar
Sentir o suor melado de sua pele em mina face.

Tantas palavras, tantos vocábulos...
Agonias aterrorizantes de um mundo fantasiado.
Cacos de vidro no chão, e agora?
É confusa a mente humana cheia de tentações.

O mais sozinho é aquele que disfarça estar bem.
O mais invejoso é aquele que ri dos outros.

Um dia, - e esse dia há de chegar - todo o mal causado por ti
Sera refletido de volta, e não terão lamentações
que irão salvar-te.

Óh, tão sinceros os sentimentos vingativos do ser humano.

Nayara K.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Com o que você se preocupa?

As pessoas ficam preocupadas em manter sua imagem sempre cativante e intocada. Querem se aparecer quando estão apagadas, e gritar no meio do silêncio.
As pessoas tentam ser felizes, e a felicidade delas machuca outras pessoas. E o que adianta? Primeira pessoa do singular é o que importa. O resto, são terceiros, do plural ou do singular, são terceiros.
Sabemos que ás vezes fazemos um mal incalculável e irreversível. E do que adianta? O tempo limpa, as pessoas são mais do que isso, sentimentos são mais do que isso. Todos nós, somos mais do que isso.
Ah, a Amizade. Como ela faz uma diferença em tempos como os nossos. Mas as pessoas não se preocupam o suficiente com ela. Ela vai se dissipando até sumir em um horizonte torto. E todos nós, pecadores horrendos, acabamos sem amigos.
Aqueles colegas que não te ligam e prometem coisas que nunca vão cumprir. As pessoas se preocupam com algo fútil, e esquecem dos valores morais de cada um.
Ah, o Amor. Quando ele chega não nos preocupamos com mais nada. É ai que mora o problem. A desilusão, o ciúme de outras pessoas que se preocuparam algum dia com você.
Mas o Amor pode acabar em um dia, ou uma noite. Em horas, ou em séculos. Mas, se ele valeu a pena, não se preocupe. Egoísmo ás vezes é o melhor remédio.

Nayara K.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Soneto do viver


Meu filho terá um nome estranho
Será guerreiro, terá coragem, e se assustará mesmo assim.
Mas as coisas vão e vem, vem e vão
E para onde irá o filho que talvez nem venha?

As pessoas andam sem parar, pra cá, pra lá
E o amor que não resta o tempo?
Não, meus caros amigos, tempo é trabalho do dia que está
Tempo é dinheiro do dia que virá.

Seria necessário que todos fossem felizes
Cantassem, dançassem, chorassem e amassem.
Talvez... Ah, o Amor.

Esqueça o tempo que tanto te consome
Preocupe-se menos com essas coisas ínfimas
Dê um valor imensurável á vida!

Olhe ao seu lado e ame o desconhecido
Segure a mão de sua pequena criança
Diga que ela nunca foi o tempo que passou
Ela sempre será o tempo que passou, o que é, e o que virá.

Desperdice menos sua saliva falando maldades
Mas a gaste com beijos longos
E se nada disso chegue um dia para você
Talvez é porque não tenha aberto os olhos.

Seja o que você quiser, aonde quiser.
Liberte-se desse rótulo social
Grite de alegria, chore por amor.

Ria das coisas simples, as graças sem graça
E fale com as paredes se ninguém quiser te ouvir.
Mas seja, ame, viva.

Nayara K.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Renegação


Sentindo o cheiro da decomposição dos meus sentimentos
Foi tão forte, e foi tão arrebatador
Todos os dias que esperava por ti, uma resposta concreta,
hoje sei que me resta apenas a dor.

Não se importe com as palavras ditas, elas são de vidro
Logo se quebram, e vão embora
Assim como você, assim como nós.
Amores de uma menina que seu ego não explora.

Desejava-me tanto, meu aroma e meus espinhos
Acariciava-me a face, mãos feitas de gilete cortante,
e não havia sofrimento nisso tudo
era a ti que me entregava, eterno amante.

A única certeza que tenho disso tudo
Sozinha permanecerei a escuridão que eu mesma criei
Forjei caminhos utópicos que levavam a ti
Mas nenhum tem fim, por amor chorei.

Nayara K.
(Lady Byron)