domingo, 12 de setembro de 2010

Indiferente



Os dias passam sem fazer diferença,
o mundo gira, mas pra mim, ele ainda está parado.
O tempo, o jeito, a dor e a angústia
Tudo parece dar as mãos e cantar sobre meu leito.
Meu coração grita por aquele invisível
Não virá, por mais que minha garganta tente chamá-lo.
Eu quero fazer de tudo isso um sonho ruim
Acordar para te ter em meus braços.

O vento faz ruídos em minha janela
Trazendo uma canção assassina sobre nós dois
Ela vem me castigar, me arranhar
Sangrando pelos lençóis brancos.

Estou me entregando a toda essa sombra
Não tenho mais medo, apenas receio
Para longe, perto do mar, carregue-me.
Para longe de você, sem ânsias constantes.
Sou a incógnita do universo humano
Sem amor, sigo assim, só.
Meu canto é apenas para os mortos
De tudo isso, apenas não te quero ao me lado.

Nayara K.
(Lady Byron)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Fear


Tenho medo das coisas futuras e passadas,
Se ainda fosse possível não temer,
Óh, que bela vida teríamos
Se ainda fosse possível viver.

Angústia e lágrimas derramadas,
A escuridão da vida dilacerada
Vou cantar até a garganta não aguentar,
E falecer perante o medo de perder.

Incompreensão que ronda sobre mim,
Traz-me o medo que nunca foi embora
E me faz mais covarde do que já sou
Não tenho mais vergonha de chorar.

Controla-me medo, vil e demoníaco
Sobre esses olhos vermelhos
Sobre essa pele alva como a lua
Aprisiona-me em teus braços de ferro.

Óh, medo meu
Como não temo mais em temê-lo.

Nayara K.
(Lady Byron)

sábado, 29 de maio de 2010

Concert

E quando a multidão se aproxima
Quando a garganta se aquece para gritar
Os dedos trêmulos e gelados
O corpo a sacudir e soluçar.

NÃO PARE!
É o que digo, você tem nas mãos tua bagagem.
É só correr para o público, e não deixar os pés pra trás.
Essa é a verdadeira emoção de ser músico.

Nayara K.
(Lady Byron)

domingo, 2 de maio de 2010

Alice


É tão real tua pobre fantasia de menina
Colada aos mundos que não fazem sentido
Tendo medo e coragem ao mesmo tempo
E não sabes nem quem és, burra criança.

Vive a deleitar-se sobre as margaridas
Coelhos brancos e chás da tarde
Sim, está na hora de acordar, voltar a realidade
Teu mundo não é esse, o efeito do êxtase.

Existe muitos mistérios nessa caçada
Criaturas que mordem, garras que fincam
E por todos os lados o sonho inocente
Está na hora, Alice... a hora do chá!

E viva tua fantasia, criança
Ande como nunca andou, pois logo não se lembrará
Nem do próprio nome que veio a recitar
Um novo Paraíso irá encontrar.

Nayara K.
(Lady Byron)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Desabafo a Música


Dedos finos tão pesados ao suave toque
Não demoras a apreciar-me a alma,
Seguindo a única verdade concreta:
O amor singular pelas notas brancas e pretas.

É o meio, é a maresia,
é o modo como acalma, delira, fantasia
Música pautada de notas grossas e finas
O teu abraço de sons é quente como o calor humano.

E o que seria dessa vida se não existisse?
Óh, Música doce e agressiva
Tem um dom incomparável
Nem sereias venceram-te no canto.

É contigo que me desabafo e escorro o pranto
Somente uma felicidade composta de tons
Uma tristeza em modo menor,
Tu és, e sempre será, minha companheira maior.

Nayara K.
(Lady Byron)



- Sendo professora de piano e estudante de música clássica/popular, vejo o quanto sou feliz por trabalhar com algo que realmente amo. Não existirá amor tão puro quanto ao da Música a qual me dedico.
Poema dedicado á: Especialmente a você, Mãe, que e passou o dom da musicalidade sendo minha professora de piano desde meus dois anos de idade. Muito obrigada a esse bem que me fez.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Together Again


Sem a pressa de remediar o que já foi lastimável
Foram tantos os passados que me assombraram
E nada temo mais, nem mesmo os anjos negros,
E choro lágrimas escarlates que borram o rosto.

É o mesmo som de piano que vem me inebriar,
É o mesmo grito sem voz que reverbera meus ouvidos.
Nunca pensei em sentir tão forte a vontade de te abraçar.
E um dia, estaremos juntos novamente.

Sento sobre o leito de mármore em que repousas
Tão gelado como tua pela alva,
Música exagerada de violinos estridentes,
Mas espere por mim, meu amor, é apenas um sonho.

Logo deitarei sobre teu colo,
Rezo para que isso não demore e não me corrompa,
A espera de ter ter comigo para sempre
Em um universo de espíritos, tão infinito.

Nayara K.
(Lady Byron)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sorrir de amor



Estou tão bem ao seu lado
Aliviada por te ter nas mãos
Te abraça, beijar os doces lábios
E não se preocupar com o tempo que passa
despercebido enquanto estamos juntos.

Demorou pra perceber
Que tudo o que queria era você
Hoje somos um em dois
Ah, seus dedos gelados
Como é bom poder esquentá-los.

Sussurrar em seu ouvido
Talvez esperar o amanhã ao seu lado
Dizer palavras doces ao te ver
Te tocar com carícias de nós dois
Ah, sim, esse é meu Amor.

Nayara K.