terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pequeno desabafo

Estive todo esse tempo gritando o teu nome. Desde aquele dia em que me consumiu, o teu fantasma me persegue, causando-me cóleras. Eu ouço os seus passos rápidos e espero que me faça uma surpresa, assim, tão de repente. Mas não irá fazer. Meus sonhos pautados no teu corpo são apenas sonhos. Não choro mais ao acordar e não te ter ao lado da cama. Pobre ilusão de uma criança.
Faça-me um favor, não me procures, não me provoques. Irei vomitar o álcool todo, irei sacudir minha alma para não mais pecar e assim vou embora, de poucas palavras, de poucos pretextos. Só mais um desabafo morno em um dia gelado.

Nayara K.
(Lady Byron)

domingo, 17 de outubro de 2010

Inocente

Vítima de tão delicada e perturbante beleza,
A noite faz elogios á tua imagem.
Singela e petulante vem me descobrir durante o sono,
E repousas como um corvo em meu ombro.

O céu recusa-se a aceitar tua alma,
Ao te mandarem de volta veio a minha procura.
Durma, óh, beleza sem nome e doces pensamentos,
Hoje nada mais te importunará nessa caminhada.

Cantando aos pássaros do bosque do Éden,
Não tens ideia de quão pura é tua face.
E nessa bochecha, ainda rosada de vergonha
Os sorrisos que ganhamos são apenas o canto de salvação.

Um coração cujo amar é inocente!


Lady Byron
(Nayara K.)

- Baseado em um poema de Lord Byron, "Ela anda em Beleza".

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Amor casual

Tua mão acaricia minha pele alva,
sinto o mel que derrete-me toda
Não nos enquadramos no perfil ideal
Somos movidos pela casualidade do fatal.

Venha me possuir dessa maneira áspera
Faça-me tua escrava nesta noite escura
Deixe a janela aberta para curar o suor
Meu ventre grita por teu corpo.

Mas cedo demais tudo de desfalece
Sonhos viram fumaça preta
Os lençóis fedem a carne.

E nada mais tem fundamento
Pois somos casuais demais nos encantamentos
E nos entregamos á luxúria.

Nayara K.
(Lady Byron)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010


Ela estava entediada e sufocada. Seus sonhos haviam se despedaçado. Era tão improdutivo continuar chorando por aquele passado abominável. Mas ela o desejava ardentemente. Querendo matá-lo, sufocá-lo e amá-lo.
Soltava catarros de sangue, manchava as mãos de escarlate, e mesmo assim tentava permanecer em pé, respirando em pausas por algo que não valia a pena.
Pobre moça, morta por suas ilusoes.
Feche seus olhos, menina mulher, pense no mundo dos imortais, das almas purificadas, onde há o mais belo mar e a mais fina areia.
Cheire o sal que está presente no mar, e não tema mais nada. Glorifique-se e esqueça todos os males que te fizeram adoecer. Cante para as aves que voam sobre ti.
E no final, entregue-se ás águas, que te farão dormir.
Nayara K.
(Lady Byron)

sábado, 25 de setembro de 2010

Apenas crônica

Leitores, venho compartilhar com vocês o típico pensamento de uma louca. Sim, uma louca. É o que sou, e o que vocês são. Afinal, onde teria alguma sanidade em pessoas que leêm uma louca?
Estive sonhando devaneios essa noite. Fui corrompida por um enorme pesar na alma e sentia como se estivesse morrendo. Não tinha vontade nenhuma de me levantar, apenas queria afundar cada vez mais e mais no travesseiro e puxar algum resquício de sono que sobrou. Nem sei o porque disso. Acho que é a sociedade que anda cobrando demais, sugando demais, mascarando demais. Angustiante, não? É talvez...

Vou ensinar como se portar diante essa situação de fracasso como a minha:
1- Não volte a dormir, você só terá mais dor de cabeça por ter ficado deitado o dia inteiro;
2 - Vá tomar um banho;
3 - Lembre-se que você não mudará absolutamente nada desse mundo se ficar ai, chorando mágoasç
4 - Não tente desabafar com um antigo amor;
5 - Vá ler Machado de Assis, ou qualquer autor ironico o suficiente pra descontrair.

Se nada disso adiantar, venha escrever um crônica na internet. Quem sabe, assim, você se sinta melhor.

Nayara K.

domingo, 12 de setembro de 2010

Indiferente



Os dias passam sem fazer diferença,
o mundo gira, mas pra mim, ele ainda está parado.
O tempo, o jeito, a dor e a angústia
Tudo parece dar as mãos e cantar sobre meu leito.
Meu coração grita por aquele invisível
Não virá, por mais que minha garganta tente chamá-lo.
Eu quero fazer de tudo isso um sonho ruim
Acordar para te ter em meus braços.

O vento faz ruídos em minha janela
Trazendo uma canção assassina sobre nós dois
Ela vem me castigar, me arranhar
Sangrando pelos lençóis brancos.

Estou me entregando a toda essa sombra
Não tenho mais medo, apenas receio
Para longe, perto do mar, carregue-me.
Para longe de você, sem ânsias constantes.
Sou a incógnita do universo humano
Sem amor, sigo assim, só.
Meu canto é apenas para os mortos
De tudo isso, apenas não te quero ao me lado.

Nayara K.
(Lady Byron)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Fear


Tenho medo das coisas futuras e passadas,
Se ainda fosse possível não temer,
Óh, que bela vida teríamos
Se ainda fosse possível viver.

Angústia e lágrimas derramadas,
A escuridão da vida dilacerada
Vou cantar até a garganta não aguentar,
E falecer perante o medo de perder.

Incompreensão que ronda sobre mim,
Traz-me o medo que nunca foi embora
E me faz mais covarde do que já sou
Não tenho mais vergonha de chorar.

Controla-me medo, vil e demoníaco
Sobre esses olhos vermelhos
Sobre essa pele alva como a lua
Aprisiona-me em teus braços de ferro.

Óh, medo meu
Como não temo mais em temê-lo.

Nayara K.
(Lady Byron)