terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Cavaleiro Medieval


Chega a noite escura trazendo suas ameaças,
Vá correndo com o seu cavalo para as terras distantes,
Que Deus o abençoa enquanto foge,
Vítimas de trevas corrompidas do enxofre.

Óh, cavaleiro medieval de armadura prateada,
Salve-me dessas ânsias e cóleras do mundo noturno,
Tua espada ofuscante que derrota as sombras,
És o teu sangue nobre contrastando nesta terra.

Venha a galope, não me deixes, amado.
Tão sombria a estrada do destino
Por entre essas florestas frias
Encontra-se o nosso pequeno mundo feudal.

Nayara K.
(Lady Byron)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

take my time



Things will get better
When I close my eyes
And start a new day
Without your arms.

Eu desisti de tudo isso que passo
Quero viver intensamente sobre esse mundo
Não quero me importar mais com nada
Quero deixar essas luxúrias de lado,
Quero deixar essa gula de lado,
Quero apertar contra o peito o invisível.
Não quero mais o Amor
Porque ele machuca, sem dó.
Não quero mais a Paixão,
Pois ela é intensa demais
e exige muito de mim.
Quero parar o tempo em que estou
Quero me dividir entre a realidade
e a fantasia.
Quero o mundo de todos os ângulos
Respirar o ar cítrico de uma noite.
Cantar a terra nova que me chama,
Ver o pôr-do-Sol antes que seja tarde,
Curtir pequenos momentos de alegria.
Mas não me deixem amar novamente.
NÃO, eu não quero.
Cansei do amor sofrido
De lágrimas salgadas perdidas,
agora quero descansar.

Nayara K.
(Lady Byron)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Nobre bebida


Traga-me mais uma dose,
Tão doce esse gosto cítrico,

Despeje em mim o néctar etílico,

Cheire o éter de minha pele.


Ela andava tristemente pela casa. Nua, cabelos embaraçados, olhos molhados...Desejava sumir. Fugir daquele tedioso mundo em que vivia, daquelas pessoas que convivia. Fugir da necessidade de amar e dos rótulos pré-meditados.
Abriu a geladeira, sentiu o arrepio do vento frio que vinha daquela máquina. Sua pele arrepiou, e quis alguém para abraça-la. Não havia ninguém. Somente ela, só na cozinha branca. Embebedou-se de vinho barato, derramou o álcool na pele, sentiu o gosto macio da embriaguez e entregou-se á Dionísio.
Abriu a janela, a Lua alta no céu, ria dela. A noite esfriava seu corpo e o som dos carros passando aumentava o sentimento de solidão. Decidida, largou a taça e derramando todo o líquido em seu corpo, bebia direto da garrafa.
Até que sua campainha tocou. Quem seria? Ninguém vinha visitá-la. Era apenas mais uma alma perdida. Não preocupou-se em colocar roupas, ou de lavar o corpo que cheirava cítrico e tinha tons avermelhados.
Ele entrou por aquela porta. Lambendo todo o corpo dela. Desejando sugar ao máximo todas as gotas de etílico que ficaram em seu corpo e também sugá-la junto. Consumi-la. Inteiramente.
Ele queria mais. O cheiro do vinho aguçava seus instintos masculinos. Corpos se entrelaçaram enquanto a bebida escorria por todos os lados.
Ele a apertava, mordia, beijava... Ela, enfeitiçada pela bebida e pelas carícias, suspirava enquanto o sentia. Envolveram-se em uma chama ardente, consumiram-se no chão frio, acompanhados pelo álcool. Antes assim, a bebida que trazia felicidade. Antes embriagados, pois isso os animava mais.
Assim, ele estourou em cima dela. Ela gritou, ele se satisfez. Levantou-se do chão, e procurou em suas roupas jogadas algum objeto. Ela totalmente encantada por seu deus Dionísio ficou estirada ao piso frio, esperando mais uma dose daquele amor selvagem.
Ele achou o que procurava. Enquanto vinha novamente em cima dela, o objeto brilhante reluzia ofuscante. Embriagada, não teve tempo de gritar e foi consumida novamente.
Ele, com aquele objeto tão reluzente, a esfaqueava, impiedoso. Sangue escarlate misturava-se ao veludo do vinho, álcool e vida esparramados no chão. Ainda deu tempo de beijá-la a última vez. Ele beijou os lábios, beijou o ventre, sugando-o.
Então, foi embora. Ela lá ficou, entre a bebida e o amor, cegada pela Morte.

Nayara K.
(Lady Byron)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

AVISO

No meiu último poema recebi 11 comentários de alguma pessoa que sentiu-se incomodada com o que escrevo. Sabe, não guardo rancor, ou vou escrever coisas ruins sobre a pessoa (até porque, nem a conheço). Do mesmo modo, espero que seja, no mínimo, respeitada por aquilo que escrevo pois não coloco apenas palavras jogadas, coloco sentimentos.
Sei que não agrado a todos, não me importo. E se, você não gosta do que escrevo, tudo bem, gosto não se discute. Só peço uma coisa: RESPEITO. Acho que é isso que falta no mundo inteiro.
Aceito críticas sim, mas tenha argumentos para criticar o meu trabalho.

Obrigada pelo carinho,
Nayara K.

domingo, 28 de novembro de 2010

Futuro

O Futuro é um pequeno menino
Que escreve em um muro do subúrbio
Nomes, datas e destinos
Ele não tem rosto, é um mistério.

Anda, menino Futuro,
Deixe-nos ansiosos pela vida
Corra entre essa rua suja
E nos mostre o caminho menos dolorido.

O Futuro é um céu sem nuvens
Imensidão de um mar de estrelas
Que vem, durante a noite,
Esfriar o que o dia esquentou.

Ele causa medo, euforia.
Como saber o que ele nos reserva?
O Futuro menino, guardando um homem
Com mãos ainda sujas do muro do subúrbio.

Nayara K.

sábado, 27 de novembro de 2010

Entendendo a matemática

A Educação no Brasil vem melhorando a cada dia. Sou otimista nisso. Creio que, futuramente, o número de analfabetos diminua drasticamente, e seremos um dos países com maior potencial intelectual. Pode ser idealismo, pode ser sonho, pode ser uma realidade próxima ou apenas uma opinião de uma estudante. Mas, apesar de tudo isso, venho reparando em algumas mudanças no modo de ensinar que, ao meu ver, estão gerando desacordos com a relação estudante/professor.
Não sou pedagoga, nem algum tipo de especialista em Educação Básica, por isso já aviso que este artigo é apenas para mostrar uma opinião pessoal.
Venho dando aulas de Música para crianças entre 6 a 16 anos. Um dia, uma aluna minha de 8 anos levou o seu caderninho de matemática para fazer o dever de casa após a aula de piano. O fato que me chamou atenção foi que após algum tempo suando a pequena mão de menina, ela veio me pedir ajuda para efetuar contas de divisão. Não neguei, afinal, posso não ser pedagoga, mas com a minha experiência dando aulas de Música tomei grande apreço por ensinar as pessoas. Mas, o jeito como ela havia aprendido a efetuar aquela operação, era completamente diferente do ensinado em minha época, e diga-se de passagem, achei complicadíssimo!
Havia contas de subtração do resto, soma, multiplicação...Enfim, um completo enrosco de operações matemáticas. Sei que no mundo dos número, tudo tem uma relação super estreita, mas uma criança de oito anos não possui essa percepção, ainda.
Tentei ensiná-la do modo como aprendi, aquele modo arcaico, em que uma conta como 78 / 2, teríamos que pensar primeiramente na dezenha do dividendo, o número 7, e ver que número multiplicado por 2 (o divisor), chegaria perto do 7. No caso, o 3, dando o resultado 6, e colocaríamos o 1 que falta para chegar ao 7, debaixo do 7. Abaixaríamos o 8, tendo um novo dividendo, o 18, e acabando a conta colocando o 9 ao lado do 3, com o resultado 39.
Creio que a maioria das pessoas aprendeu desse modo. Enfim, ensinei desse modo a minha aluna e ela finalmente conseguiu efetuar as continhas.
Chegando em casa, meu irmão de 11 anos estava com o mesmo problema. Só que agora com contas de divisão envolvendo números decimais. O modo que eu aprendi, envolvia em operações simples de retirar a vírgula do número. O modo como ele aprendeu, sinceramente, não sei explicar.
Posso estar me equivocando ao escrever esse artigo, pois não tenho habilidade o suficiente para aprender a maneira nova como eles ensinam matemática, afinal, fui condicionada a aprender do modo como ensinavam em minha época.
Não ensinam mais aprender a ler com o be-a-bá.
Será que esses modos inovadores ensinam efetivamente nossas crianças? Devem ensinar, afinal, foram criados por especialista em educação. A única coisa que me intriga é o fato dos educadores não acharem que as crianças são ainda crianças.

Nayara K.
(Técnica em Música erudita)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pequeno desabafo

Estive todo esse tempo gritando o teu nome. Desde aquele dia em que me consumiu, o teu fantasma me persegue, causando-me cóleras. Eu ouço os seus passos rápidos e espero que me faça uma surpresa, assim, tão de repente. Mas não irá fazer. Meus sonhos pautados no teu corpo são apenas sonhos. Não choro mais ao acordar e não te ter ao lado da cama. Pobre ilusão de uma criança.
Faça-me um favor, não me procures, não me provoques. Irei vomitar o álcool todo, irei sacudir minha alma para não mais pecar e assim vou embora, de poucas palavras, de poucos pretextos. Só mais um desabafo morno em um dia gelado.

Nayara K.
(Lady Byron)