É homem sedutor. Hoje me tens. Mesmo com aquele seu sotaque arrastado, e aquela voz rouca. Mesmo com esses cabelos sedosos e essa boca delicada. É, hoje me tens, nobre amante. Mas, creio eu que não sabes metade de minhas finas habilidades.
Beba esse vinho, repouse tua cabeça em meu ombro, durma como uma criança no seio de sua mãe. Esqueça o mundo, esqueça o porque de estar aqui. Esse pseudônimo que me esconde, não surge efeito a ti. Tu és tão maligno, maldito e sedutor.
Não te reprimas, nobre amante. Serei a tua mais bela rosa, vermelha, cheia de espinhos, aquela que dilacera a carne de seus dedos quando tocada com ódio. Aquela que tem perfume doce e que encanta. Aquela que engana á você e a ela mesma.
Recorde-se das noites em que dividimos o mesmo travesseiro, e julgamos os dogmas, excomungamos santos, amamos demônios e fizemos do Sol um insolente. Recorde-se das noites em claro, em que viajamos aos céus, sem sair do lugar.
Não me tens mais, nobre amante. A sua doce Rosa só deixou á você um punhal...Um punhal e uma ferida no peito. Aberta. Sangrando e mostrando a sua carne fédida. Um prato cheio aos vermes e varejeiras que irão pousar em cima de ti. Não mais eu, nobre amante. Não mais...
Lady Byron
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
sábado, 4 de outubro de 2008
Estrofes para Cavalheiro
"Oh! menino desgraçado de amor afável
que perfura os olhos com sua lâmina gélida
Que não tens mais nada, sonho amável
De pesadelos perdidos, amores consumidos...
Queria eu, poder desvencilhar-me da Morte
Seus toques de carinho tão dolorosos
Serei tua mais bela rainha
Seu amor seria teu resguardo.
A você em vão nada mais pleiteio
Oh! menino sem nome, sem alma
Agora leia os poemas que escrevo a esmo
Com sangue da navalha, em dó a padecer."
Lady Byron
(Baseado no poema "Estrofes para uma Dama, com os poemas de Camões" de Lord Byron).
que perfura os olhos com sua lâmina gélida
Que não tens mais nada, sonho amável
De pesadelos perdidos, amores consumidos...
Queria eu, poder desvencilhar-me da Morte
Seus toques de carinho tão dolorosos
Serei tua mais bela rainha
Seu amor seria teu resguardo.
A você em vão nada mais pleiteio
Oh! menino sem nome, sem alma
Agora leia os poemas que escrevo a esmo
Com sangue da navalha, em dó a padecer."
Lady Byron
(Baseado no poema "Estrofes para uma Dama, com os poemas de Camões" de Lord Byron).
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
O Conto [de amor] Perdido
Escuridão. É o que vejo por todo o meu comôdo.Essa escrivaninha empoeirada, esse piano de madeira podre.O violino jogado no chão, meu sangue escorrendo.Será que você pode me ouvir gritar?
Minha palidez não lhe causa nenhum efeito.Os meus olhos vivos de fogo não lhe causam ardor.Essa fome, essa angústia de te ver,esse medo da sua presença.
Tudo isso faz-me melancolia.Tudo isso assusta-me.Dilacera-me.
Aos murmúrios grito seu nome.Ninguém pode me ouvir.Condenam-me por te amar.
Sei que a Morte já me faz companhia nesse estágio.Sem seu amor,sem seu calor,sem o seu beijo venenoso.
Não culpe os outros,não culpe o tempo.Eles nada importam.Eles nada fizeram para que isso acontecesse.
Agora, deitada sobre meu leito, imagino um fim próximo.Deixo este Conto Perdido, para que saibas, que nada foi em vão.Que ainda penso em ti.Em cada respiração encontro um gás ardente que me perfura os pulmões.
Mas esse ardor, não é mais forte do que sinto quando olhas pra mim.
Minha palidez não lhe causa nenhum efeito.Os meus olhos vivos de fogo não lhe causam ardor.Essa fome, essa angústia de te ver,esse medo da sua presença.
Tudo isso faz-me melancolia.Tudo isso assusta-me.Dilacera-me.
Aos murmúrios grito seu nome.Ninguém pode me ouvir.Condenam-me por te amar.
Sei que a Morte já me faz companhia nesse estágio.Sem seu amor,sem seu calor,sem o seu beijo venenoso.
Não culpe os outros,não culpe o tempo.Eles nada importam.Eles nada fizeram para que isso acontecesse.
Agora, deitada sobre meu leito, imagino um fim próximo.Deixo este Conto Perdido, para que saibas, que nada foi em vão.Que ainda penso em ti.Em cada respiração encontro um gás ardente que me perfura os pulmões.
Mas esse ardor, não é mais forte do que sinto quando olhas pra mim.
sábado, 7 de junho de 2008
Ao Espartano
Não me venhas com seus desesperos! assim como te devo os meus
Aqueles que nunca julgaram a si proprio
E hoje, encaram o amor de frente
Juntamente com a Morte que lhe cega as faces.
Aquele cuja o nome não irei proferir
Mas que me fez derramar aquele sangue
Naquela guerra sem vitórias ou derrotas
Apenas espadas e espadas sobre um caminho escuro.
Quando vejo seu sorriso,
voltando da ardente luta contra os outros
Peco em minhas ilusões
Entregando-me ao perfeito prazer da carne, de ser o que sou.
Sei que estarei andando sozinha
Sem poder te tocar novamente
Mas enxugue essa lágrima salgada
E me faça suspirar sobre essas rosas cor de carmim.
Querendo tu, e odiando
Ao mesmo tempo, nada adianta.
E esse ser ou não ser constantemente me afeta.
Será tu, ó Espartano, a me consolidar com um amor?
Lady Byron
Aqueles que nunca julgaram a si proprio
E hoje, encaram o amor de frente
Juntamente com a Morte que lhe cega as faces.
Aquele cuja o nome não irei proferir
Mas que me fez derramar aquele sangue
Naquela guerra sem vitórias ou derrotas
Apenas espadas e espadas sobre um caminho escuro.
Quando vejo seu sorriso,
voltando da ardente luta contra os outros
Peco em minhas ilusões
Entregando-me ao perfeito prazer da carne, de ser o que sou.
Sei que estarei andando sozinha
Sem poder te tocar novamente
Mas enxugue essa lágrima salgada
E me faça suspirar sobre essas rosas cor de carmim.
Querendo tu, e odiando
Ao mesmo tempo, nada adianta.
E esse ser ou não ser constantemente me afeta.
Será tu, ó Espartano, a me consolidar com um amor?
Lady Byron
sábado, 31 de maio de 2008
A Taça de Crânio
Se ao menos desfrutasse daquele crânio,
Bebendo o doce vinho de sangue
Assustando medos que me assombram
De um lugar chamado Mundo.
E tu, ó Deus compadecido! julgue-me pelo que sou
Uma taça de crânio,
dos ossos de meu amor
de coração partido - verdadeiramente.
E não queiras julgar uma paixão ardente
Cheia de prazeres e orgias
Pelo simples gozo de uma nova bebida
Perdida sobre uma alma vagante.
És tu, nobre alma
Que se apossa de meus poderes obscuros
Que matei para proteger e hoje bebo
no lugar que abraçava teu cérebro.
És tu, nobre alma
Que amo mais que a Lua
ou o Sol.
Que o vento do Norte e do Leste.
Mas não se assombre.
Não se intimide.
Deitarei contigo pela última vez
E outro, beberá sobre minha cabeça esse vinho de sangue.
Lady Byron
- Baseado no poema "Versos Inscritos numa Taça Feita de um Crânio" de Lord Byron.
Bebendo o doce vinho de sangue
Assustando medos que me assombram
De um lugar chamado Mundo.
E tu, ó Deus compadecido! julgue-me pelo que sou
Uma taça de crânio,
dos ossos de meu amor
de coração partido - verdadeiramente.
E não queiras julgar uma paixão ardente
Cheia de prazeres e orgias
Pelo simples gozo de uma nova bebida
Perdida sobre uma alma vagante.
És tu, nobre alma
Que se apossa de meus poderes obscuros
Que matei para proteger e hoje bebo
no lugar que abraçava teu cérebro.
És tu, nobre alma
Que amo mais que a Lua
ou o Sol.
Que o vento do Norte e do Leste.
Mas não se assombre.
Não se intimide.
Deitarei contigo pela última vez
E outro, beberá sobre minha cabeça esse vinho de sangue.
Lady Byron
- Baseado no poema "Versos Inscritos numa Taça Feita de um Crânio" de Lord Byron.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Lady Byron
Para vocês saberem quem sou, primeiramente devem conhecer de quem sou descendente. Sou da família dos Byron e, pra quem não sabe, esse nome influenciou muito no período Romântico.
Para quem não conheceu, o pai do meu tataravô é Lord Byron. Ele nasceu em 22 de Janeiro de 1788, em Londres. Seu nome inteiro é George Gordon Byron. O 6o. Barão Byron. Foi um destacado poeta britânico e uma das figuras mais influentes do Romantismo.
Famoso pelas suas obras primas, tais como: Peregrinação de Childe Harold e Don Juan. Esse último permaneceu inacabado devido à sua morte iminente. Byron é considerado como um dos maiores poetas europeus e é muito lido até os dias de hoje.
A fama de Byron não é devido somente aos seus escritos, mas também a sua vida — amplamente considerada extravagante — que inclui numerosas amantes, dívidas, separações e alegações de incesto.
Encontrou a morte em Missolonghi, no litoral norte do Golfo de Pratas, onde estava lutando ao lado dos gregos pela sua independência da opressão turca. Segundo consta, a causa da morte parece ter sido uremia, complicada por febre reumática.
A fama de Byron não é devido somente aos seus escritos, mas também a sua vida — amplamente considerada extravagante — que inclui numerosas amantes, dívidas, separações e alegações de incesto.
Encontrou a morte em Missolonghi, no litoral norte do Golfo de Pratas, onde estava lutando ao lado dos gregos pela sua independência da opressão turca. Segundo consta, a causa da morte parece ter sido uremia, complicada por febre reumática.
Hoje, como sua descendente, sou vítima do vício pela escrita e, me sinto na responsabilidade de continuar a honrar o nome de minha família. Então, postarei aqui poemas de minha autoria. Não espero ser tão boa quanto o Lord, mas estarei fazendo o meu melhor.
Grata,
Lady Byron
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