
domingo, 29 de novembro de 2009
O Único

segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Anyone like you

Toda vez que te vejo,
Lembro-me que devo te esquecer.
Corro gritando nas ruas teu nome,
Para que o silêncio me cubra com a letargia.
Não cabe mais em mim a dor que dilacera o peito,
Abraçando um outro alguém desejando teu calor,
Enquanto morde as carnes de uma terceira
E me deixa em prantos de amor.
E sua mão quente que ainda enrosca na minha
Teus beijos doces que chamam o meu lábio
És provocação suja e caráter manchado
Um nojo que por você não peguei.
Abrace-me fortemente na cama branca
Dediquemo-nos um ao outro novamente
Não me culpe por essas ações horrendas
Mas por ti, eu sangraria até a Morte.
Nayara K.
(Ldy Byron)
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Amantes

sexta-feira, 2 de outubro de 2009
The Last Love

Somos como a Lua e o Sol em um contato imediato,
Vedados ao amor impossível e ao orgulho inevitável,
Trajamos nossas armaduras de ferro moldado,
Prendemo-nos na sacrilégia loucura inenarrável.
É uma droga ilícita que nos transporta,
Viajando sobre mares quentes e ventos gelados,
Obra de arte de uma tenebrosa natureza morta,
Vejo em ti os gritos de socorro intactos.
Abrace-me novamente em seus ternos braços,
Seremos o eclipse imediato de dores,
Não julgue-me pelas coisas que faço,
Nunca contentando-me com os resquícios de amores.
Com as costas na parede, me arranho até sangrar,
Quero você, inclícito homem, fonte de alucinações,
Na minha boca o gosto do último beijo irá repousar,
E na memória os suspiros, as causas e emoções.
Nayara K.
(Lady Byron)
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Loucura
Moscas moscando !
Chuva batendo !
Frio arrepiando!
Ah, loucura que irei sucumbir!
GRITANDO ALTO, adianta?
Não. É, não adianta. Nada. LOUCURA.
Socorro. Talvez as moscas moscando não mosquem mais.
O vento não vente no arrepio da pele.
A chuva alva chove na janela da cama,
CHORANDO ALTO, adianta?
fendas da pele que o frio atravessa voando.
Cabelos na boca. Não adianta, adianta?
Se começar a escrever tudo
ao OIRÁRTNOC, adianta?
NÃO. Nada adianta. Estou roendo as unhas.
Estou mordendo meu corpo, ele sangra.
Aranhas escalando as paredes.
Mancha de sujeira da minha mão, SAIAM! Eu ordeno.
SAIA MANCHA!
Devaneios na minha cabeçe me chamam.
NÃO, POR FAVOR, NÃO ME DEIXEM...
...sucumbir a loucura.
Nayara K.
sábado, 5 de setembro de 2009
Vestido branco
ela rodava com seu vestido branco
Jogando flores sobre o chão de mármore
Cantarolando músicas da infância perdida.
Ela escrita sobre a areia com um pedaço de graveto
Para depois o mar apagar tudo com suas águas
Ela rodopiava, cansava e sentia fadigas
Mas não parava, doce menina descontrolada.
Sorria deliberadamente esbanjando felicidade
Nada parecia afetá-la os sentimentos
A noite caía e trazia seu vento gélido
E a menina pulava as ondas salgadas
Mãos delicadas batiam palmas para o céu
E ela rodopiava, rodopiava, rodopiava...
Uma vez mais, ela dizia para si mesma
E ela rodopiava, rodopiava e rodopiava...
Sentindo-se livre de tudo que viveu
Pisando em cima dos pesadelos que teve
Ela só queria rodar sobre seu vestido branco
Contrastando com o verde oceano
Rodopie mais, cada vez mais velozmente!
E caia, minha menina,
Caia no seio duro do solo que te ampara
E chore, menina, chore, não fantasie mais.
As ondas já se foram, os nomes já se foram
O vestido branco está encardido
Seus pés sangram pelo cansaço
E seu sorriso dissipa-se e voa com a areia.
Deite, menina...
Apenas deite, e não mais gire.
Nayara K.
domingo, 30 de agosto de 2009
Drácula

Nayara K.
(Lady Byron)
- Poema dedicado ao nobre personagem de Bram Stoker - Conde Drácula.
