domingo, 29 de novembro de 2009

O Único


Tenho a sensação de que fomos descobertos,
Nossos desejos quentes e mais internos,
Da qual prometemos não mais revelar
Vão despedaçando, lentamente, e nos fazem amar.
A noção de tempo e espaço evaporam
Em seus braços eu me deito e me sinto realizada
Não necessito de palavras, seus beijos me consomem
Somos um quando juntos, e quatro quando separados.
Quero que ouça-me com atenção
Você e eu somos guiados pela sedução,
Mesmo que uma barreira cresce no meio de nós
Procurar-te irei, pois és o único, como sou tua única.
Prometemos um ao outro juras de amor
Em seu lençol me deito e gozo das noites mornas
Não desistirei de você,
e nem tu dos meus beijos.
Nayara K.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Anyone like you


Toda vez que te vejo,
Lembro-me que devo te esquecer.
Corro gritando nas ruas teu nome,
Para que o silêncio me cubra com a letargia.

Não cabe mais em mim a dor que dilacera o peito,
Abraçando um outro alguém desejando teu calor,
Enquanto morde as carnes de uma terceira
E me deixa em prantos de amor.

E sua mão quente que ainda enrosca na minha
Teus beijos doces que chamam o meu lábio
És provocação suja e caráter manchado
Um nojo que por você não peguei.

Abrace-me fortemente na cama branca
Dediquemo-nos um ao outro novamente
Não me culpe por essas ações horrendas
Mas por ti, eu sangraria até a Morte.


Nayara K.
(Ldy Byron)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Amantes





Sou alimentada pelo teu ego
Nosso orgulho medíocre e nossas nvidas separadas
Sonhamos e desejamos os braços um do outro
Deitados entre colchões ensopados de suor.

Minha unha arranhando suas costas
Gemidos altos que ecoam pelo quarto
Imaginamos cenas de amor
E na realidade vivemos ódio.

Agarro-me ao travesseiro que cheira a ti
Perfume avassalador que me persegue
Passo mal quando te vejo com ela
Mas já não derramo as lágrimas salgadas.

Nossos encontros são secos e quentes
Amor de verdade é confundido por nós
E nos entregamos a devaneios e utopias
Querendo e evitando um ao outro.

Somos amantes ao cair da noite
e meros conhecidos ao raiar do dia
Somos o êxtase do prazer ao invisível
E fracos diante de outros olhos.
Nayara K.
(Lady Byron)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

The Last Love


Somos como a Lua e o Sol em um contato imediato,
Vedados ao amor impossível e ao orgulho inevitável,
Trajamos nossas armaduras de ferro moldado,
Prendemo-nos na sacrilégia loucura inenarrável.


É uma droga ilícita que nos transporta,
Viajando sobre mares quentes e ventos gelados,
Obra de arte de uma tenebrosa natureza morta,
Vejo em ti os gritos de socorro intactos.


Abrace-me novamente em seus ternos braços,
Seremos o eclipse imediato de dores,
Não julgue-me pelas coisas que faço,
Nunca contentando-me com os resquícios de amores.


Com as costas na parede, me arranho até sangrar,
Quero você, inclícito homem, fonte de alucinações,
Na minha boca o gosto do último beijo irá repousar,
E na memória os suspiros, as causas e emoções.


Nayara K.
(Lady Byron)


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Loucura

Redemoinhos voando !
Moscas moscando !
Chuva batendo !
Frio arrepiando!

Ah, loucura que irei sucumbir!
GRITANDO ALTO, adianta?
Não. É, não adianta. Nada. LOUCURA.
Socorro. Talvez as moscas moscando não mosquem mais.
O vento não vente no arrepio da pele.

A chuva alva chove na janela da cama,
CHORANDO ALTO, adianta?
fendas da pele que o frio atravessa voando.
Cabelos na boca. Não adianta, adianta?

Se começar a escrever tudo
ao OIRÁRTNOC, adianta?
NÃO. Nada adianta. Estou roendo as unhas.
Estou mordendo meu corpo, ele sangra.

Aranhas escalando as paredes.
Mancha de sujeira da minha mão, SAIAM! Eu ordeno.
SAIA MANCHA!
Devaneios na minha cabeçe me chamam.

NÃO, POR FAVOR, NÃO ME DEIXEM...
...sucumbir a loucura.

Nayara K.

sábado, 5 de setembro de 2009

Vestido branco

Com os cabelos soltos e os pés descalsos,
ela rodava com seu vestido branco
Jogando flores sobre o chão de mármore
Cantarolando músicas da infância perdida.

Ela escrita sobre a areia com um pedaço de graveto
Para depois o mar apagar tudo com suas águas
Ela rodopiava, cansava e sentia fadigas
Mas não parava, doce menina descontrolada.

Sorria deliberadamente esbanjando felicidade
Nada parecia afetá-la os sentimentos
A noite caía e trazia seu vento gélido
E a menina pulava as ondas salgadas

Mãos delicadas batiam palmas para o céu
E ela rodopiava, rodopiava, rodopiava...
Uma vez mais, ela dizia para si mesma
E ela rodopiava, rodopiava e rodopiava...

Sentindo-se livre de tudo que viveu
Pisando em cima dos pesadelos que teve
Ela só queria rodar sobre seu vestido branco
Contrastando com o verde oceano

Rodopie mais, cada vez mais velozmente!
E caia, minha menina,
Caia no seio duro do solo que te ampara
E chore, menina, chore, não fantasie mais.

As ondas já se foram, os nomes já se foram
O vestido branco está encardido
Seus pés sangram pelo cansaço
E seu sorriso dissipa-se e voa com a areia.

Deite, menina...
Apenas deite, e não mais gire.

Nayara K.

domingo, 30 de agosto de 2009

Drácula




Com sua pele alva ele surge aos raios da Lua,
Dentes pontiagudos em lábios rubros
Rosto ávido e rude de singela sedução
Vem ao meu encontro ao uivar dos lobos.

Vejo-me diante de um ser ímpar
A noite em seu castelo transfigurado
Mulheres que se jogarão aos seus pés
Cessarão sua sede de sexo e sangue.

Eu me entregarei a ti os meus beijos
Meu pescoço sua mais nobre carne
Ouvindo os sons clássicos da Transilvânia
Seremos um, meu conde, juntos a eternidade.

Tu enganas a todos que aqui residem
Sua saliva demoníaca e límpida
Sua língua roçando em meu corpo
Suas mãos fortes no meio seio.

És um jogador de sedução e morbidez
Com teus olhos vermelhos escarlates a me chamar
Óh, salve-me, meu nobre Deus, que não me ouves mais!
Meu corpo é tua capela mais sagrada.

Nayara K.
(Lady Byron)

- Poema dedicado ao nobre personagem de Bram Stoker - Conde Drácula.