quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Grito de soneto


Oh, vívida luz que tão cedo tremula,
Não cansas de me desancar
Testemunha é o brilho ofuscante do Sol
Que desatina minha dúvida nua.

Nova carnificina que me persegue
Se esconde por trás do seu doce cheiro
e antes que até o céu me negue
Tenho despertado o meu intocado desejo.

Tocar-te a alva pele fria
Coberta por murchas rosas vermelhas
e a voz, que fala-me ás orelhas
é cega pela noite sombria

Oh, cândidos nomes embaralhados
Completa-me a alma indigente
Com os bocejos e gracejos do inconsequente
Sem preocupar-se com os cabelos enlamedados.

E nessa batalha tão ambígua e nefasta
Desapareça-me as cóleras e medos
e onde apenas havia fogo e fumaça
Hoje canta a música, e faz-te cortejos.
Lady Byron
(Nayara K.)

4 comentários:

Mateus Araujo disse...

Já tão lúgubre
minha dúvida não é,
nossa eufonia poética
se completa e repleta
a interminável prosa apeia:
na arte amar-te em marte?
ou
amar-te ao mar te amar???

Dúvida Nua!

♥TEAMO!

Mateus Araujo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mateus Araujo disse...

Essa dúvida que possues
está entre as mais intransitáveis para os nossos pensamentos humanos,
não te preocupes Rosa minha
terás a resposta quando menos imaginar.

traços de um homem disse...

Belo poema;lindo.
Pode linkar com certeza é uma honra..estou linkando vc também.
Beijos