sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O Cárcere de pedra.


Lapidados ao eterno descanso
Fatigados ao mero dom de amar
E no túmulo que encima danço
Com os olhos vedados a ver o mar.

Seria o belo e o místico calado
No cárcere que jaz a minha trama
E aquele que jaz ao meu lado
Frio e intacto, apetece-me o drama

Mentiras alheias contadas ao vento
Palavras escritas pelo sangue impuro
E amar de novo dirá o tempo
O som do meu piano duro

O coração de pedra hoje se faz
Ou se faz de pedra um coração?

No cárcere de pedra entra atroz
Ou entra o atroz empedrado do cárcere?

Mundo oblíquo que mal me faz
Me tiraste o que restava dos sentimentos humanos
Hoje a dúvida, cólera me traz
Pedras que caem sobre amargos santos.

Prepara-te o martelo, a foice e a corda
O artesão que moldará meus sentimentos
Não me deixa as moscas, comendo a carne morta
Não me deixa ao cárcere de amor sedento

Não me amedrontas mais os insetos
No cárcere eles ão de existir
Desgarro do medo de me cair os tetos
E ao fim da canção, não há porquê mentir.

O cárcere lapido de pedra jaz intacto
Intacto a pedra do cárcere jaz.


Nayara K.
(Lady Byron)

3 comentários:

Mateus Araujo disse...

Nossa!
eu li a primeira vez...
com olhos de ser humano..
na segunda eu li pensando com alma poeta
E pude entender tudo!
O.o


EUTEAMO!
agora vejo o quanto estamos ligados!

Mateus Araujo disse...

"Mundo oblíquo que mal me faz
Me tiraste o que restava dos sentimentos humanos"

eu andava assim...
até que o diálogo com um certo alguém me fez ficar assim:

"Não me amedrontam mais os insetos
No cárcere eles ão de existir"

Eu não te amava
pois não te conhecia
um dia te conhecí
e te amei...

Num outro certo dia
você em meu coração entrou
e agora ele jaz feito de pedra
para nunca mais poder sair!

agora, desta vez, Sem Cárceres! *_*

Olavo disse...

Lindo poema..profundo forte..cheio de sentimentos.Parabens
Beijos