terça-feira, 2 de março de 2010

Apelo Amargo

Tudo em volta parece saltitar
Coberta por amigos e na verdade, afogada pela solidão.
Os mais próximos não são verdadeiros
E os calados acabam dizendo mais.
Filhos do Sal, cobertos de lama
Óh, tão doce era a crueldade humana no paleolítico.
Quimeras comendo a carne do seu coração
Cheiro de estrume que amarga as narinas.
Óh, tão cruel é a doçura das mulheres.

Vejo, agora, lançado ao mar todos meus sentimentos
E no seu peito nu não mais irei me deitar
Sentir o suor melado de sua pele em mina face.

Tantas palavras, tantos vocábulos...
Agonias aterrorizantes de um mundo fantasiado.
Cacos de vidro no chão, e agora?
É confusa a mente humana cheia de tentações.

O mais sozinho é aquele que disfarça estar bem.
O mais invejoso é aquele que ri dos outros.

Um dia, - e esse dia há de chegar - todo o mal causado por ti
Sera refletido de volta, e não terão lamentações
que irão salvar-te.

Óh, tão sinceros os sentimentos vingativos do ser humano.

Nayara K.

2 comentários:

Mateus Araujo disse...

Esse, definitivamente, foi o poema mais inspirado de todos!
Q mais me (co)moveu
Foda
teamo ow ♥

guilherme disse...
Este comentário foi removido pelo autor.